terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Eternidade




Vim até aqui porque o desejo de ti é insuportável. Às vezes o meu coração é uma pergunta tão difícil e indecifrável que só encontro resposta em ti...


Hoje escrevo-te devido a esta sensação de presente eterno...


Eterno porque duramos já a tanto tempo...

Eterno porque para mim és o primeiro a tudo que me diz respeito..

Eterno porque já nos conhecemos bem...

Eterno porque apesar de tudo continua imprevisível...


Estamos a recuperar o nosso calor? Ou a deixar-mo-nos morrer pelo frio que nos rodeia? Seja como for, continuo inabalável. Continuo a abraçar os meus afectos tolos... O afecto é calor e o Inverno esta a nossa porta. Estes dias... estas semanas.. estes tempos.. acho que me voltaram a fazer sentir algo de novo..


Apesar de tudo, todos os instantes me deixo envenenar lentamente e suavemente por ti, sem saber se os dias e as noites seguintes farão sentido. Estou conivente num plano que não sei como termina. Estou não, estamos os dois coniventes um com o outro. Por isso peço-te que não me deixes cair numa noite terrível, cheia de estrelas que não brilham e onde o luar é pesado e frio. Peço-te...

E sabes... Queria que me levasses a ver o mar e que deixasses o vento levar a minha alma para dentro de ti.

Deixariamos na areia pegadas de uma presença que facilmente seriam levadas pelo mar mas que nem por isso deixaria de pertencer a um presente real. Uma presença nossa, indefinida no tempo e no espaço, mas real... Em que o mar ficaria encarregue de nos tornar amantes eternos...


Eternos como o meu pensamento...

Eternos como os meus afectos tolos...

Eternos como tu.



Do teu Vitinho tolo e lunático =)


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